ԝnibus a hidrogênio

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Ônibus totalmente limpos, silenciosos, que utilizam como combustível o hidrogênio, o elemento químico mais abundante do planeta, e liberam apenas vapor de água. O ônibus movido a hidrogênio circulará em testes na Região Metropolitana de São Paulo a partir de agosto deste ano. O Brasil passa a ter posição global de destaque ao lado dos Estados Unidos, da Alemanha e China com a construção do primeiro veículo deste tipo na América Latina.

O projeto prevê a fabricação de até quatro veículos e a montagem da estação de produção de hidrogênio e abastecimento dos ônibus, em São Bernardo do Campo, com o apoio técnico da Petrobrás, da BR Distribuidora e da AES Eletropaulo. Construído em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, pela Tuttotrasporti e pela Marcopolo, o protótipo já passou por todos os testes automotivos necessários para a homologação. Os outros três veículos serão incluídos no sistema a partir de 2010.

Os recursos destinados para o projeto através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) giram em torno dos US$ 16 milhões. A EMTU/SP, coordenadora nacional do trabalho, será responsável pelo acompanhamento e avaliação do desempenho dos veículos que circularão nas 13 linhas do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus/Jabaquara), operado pela concessionária Metra. Esse corredor é ideal para o experimento, pois apresenta alta demanda. São cerca de 270 mil passageiros por dia. Esse trabalho será feito até 2011 com quatro ônibus. Depois dos testes, os veículos serão incorporados à frota operacional do corredor.

O Brasil foi beneficiado com o financiamento do PNUD/GEF por ser um país de economia emergente, maior produtor e mercado consumidor de ônibus do mundo. Ainda há várias fontes para produção de hidrogênio no Brasil e o país é líder na redução de gases de efeito estufa com o uso de energia hidroelétrica e do etanol. O projeto é inédito pelo fato de ter integrado o avançado sistema em plataforma produzida localmente, ao invés de importar os ônibus de célula a combustível já existentes.

O ônibus brasileiro conta com um dispositivo de regeneração do sistema de frenagem (aproveitamento do calor), o mesmo empregado neste ano nos carros da Fórmula 1, no qual a energia é armazenada nas baterias e usada na necessidade de maior potência na movimentação do veículo. Além do uso diferenciado de alguns sistemas, a arquitetura e a concepção inovadoras levam a um custo final do veículo significativamente inferior aos existentes no mundo. A meta é desenvolver uma solução mais limpa para o transporte público no Brasil, avaliar e estabelecer as exigências técnicas para garantir a durabilidade do veículo e torná-lo economicamente competitivo.

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