O Homem só, de Roberto Corrêa

 

 

O advogado Roberto Corrêa, aos 81 anos, dá um exemplo de dinamismo e paixão pela atividade de escritor. Não existe assunto proibido nas 75 crônicas de O Homem Só, da corrupção no leite à questão sexual, passando pela violência urbana, tudo passea pela ótica de Roberto Corrêa. Na última crônica, justamente a que dá o título ao livro, o autor menciona que ela foi escrita há dez anos e adaptada para publicação com "ligeirinhas correções e alguns acréscimos". O escritor afirma que a solidão daquela época era "mais esperançosa e poética", ao contrário da atual que nos cerca, "mais carregada de mazelas, acrescida da desesperança dos sonhos ainda não concretizados e da periculosidade do mundo, envolto cada vez mais em desatinos e violência". Mesmo assim, Roberto Corrêa não se deixa abater e "confia que a centelha divina que carregamos nos permitirá alcançar a Canaã prometida”.

 

Corrêa nasceu na capital paulista, fez ginásio e colégio com os Irmãos Maristas, bacharelado em Direito pela PUC de São Paulo e pós-graduação em Direito Civil pela USP. Na carreira profissional foi delegado de Polícia concursado, lecionou em diversas faculdades, atuou como Procurador do Estado na área fiscal, no Tribunal do Júri e na assistência judiciária, quando se aposentou. Nos últimos 20 anos, já morando na cidade de Campinas, tem se dedicado a escrever crônicas e artigos em diversos jornais. Nesse período ele publicou dois livros de Direito (Transmissão Inter Vivos e Causa Mortis e A Nova Lei da Execução Fiscal Anotada – edição Saraiva), quatro de crônicas (Caminhos da Paz, Subjugar a Violência, Vencendo Obstáculos e Ainda Há Esperança), um de poesia (Direito Poético) e um guia voltado para estudantes e escritores (o Breve Catálogo de Cultura e Curiosidades, editado em 2006). Desde 1994, Corrêa mantém regularmente uma coluna no jornal A Federação, da cidade de Itu, que completou 103 anos de fundação em 2008.

 

 

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