Pele doente

A urticária é um tipo de alergia muito comum: ela atinge uma em cada cinco pessoas no mundo, sendo que, destas, entre 1% e 2% apresentam a doença em seu estado crônico, que leva mais de seis semanas para desaparecer. “São alergias que tem um mecanismo relacionado à autoimunidade, ou seja, não é nenhum fator externo que está causando-a. Por isso a importância de consultar um especialista que esteja apto a investigar a questão de forma adequada e que poderá explicar o que está envolvido nesta reação”, explica Luís Felipe Ensina, coordenador do Departamento Científico de Urticária da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Ele afirma que, atualmente, existem várias alternativas para o tratamento desta doença, tanto para as manifestações mais simples como para as mais resistentes.
Segundo o médico, a maior novidade em relação à urticária crônica é o omalizumabe. “Trata-se de um anticorpo monoclonal anti-IgE que diminui a ativação do mastócito, célula responsável pela liberação de histamina, a principal substância relacionada aos sintomas da urticária. Ele tem uma eficácia maior que 70%, com poucos efeitos colaterais significativos, e é indicado para todos os pacientes que não respondem a doses altas de anti-histamínicos”, ressalta.
O profissional também pontua algumas dicas que podem contribuir para que o tratamento seja eficaz.

São elas:

– Mantenha a medicação contínua mesmo que esteja se sentindo bem;
– Não tome remédios por conta própria;
– Mantenha a pele hidratada, mas com hidratantes e sabonetes orientados pelo médico;
– Evite banhos demorados e quentes;
– Prefira roupas de algodão;
– Procure atividades de lazer para combater o estresse. 

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