Philips cria pílula inteligente

Durante a A Philips Research acaba de anunciar sua nova tecnologia em pílula inteligente, a “iPill”, destinada a assistir o desenvolvimento de medicamentos e a possibilidade de novas terapias para disfunções do trato digestivo que debilitam e ameaçam a saúde como, por exemplo, a doença de Crohn, a colite e o câncer de cólon. O lançamento aconteceu durante a abertura da Reunião Anual e Exposição da American Association of Pharmaceutical Scientists – AAPS, realizada em Atlanta, EUA, entre os dias 16 e 20 de novembro de 2008,

A iPill é uma cápsula do mesmo tamanho de uma pílula-câmera projetada para ser engolida e passar naturalmente pelo trato digestivo. Ela pode ser programada eletronicamente para controlar a distribuição de medicamentos, de acordo com um perfil de liberação predefinido.
 
A pílula inteligente determina sua localização no trato intestinal medindo a acidez local do ambiente. Áreas diferentes do trato intestinal têm perfis de pH (nível de acidez) distintos: o estômago é altamente ácido, mas, na saída, a acidez cai vertiginosamente, tornando-se cada vez menor do intestino superior em diante. Com essas informações sobre o pH e os dados sobre os tempos de deslocamento da cápsula, a localização no intestino pode ser determinada com razoável precisão. A iPill libera o medicamento do recipiente por meio de uma bomba controlada por microprocessador, o que permite à droga ser ministrada de maneira programada. Além disso, a cápsula foi projetada para medir a temperatura local e passar os dados para uma unidade receptora externa.
 
“A combinação das informações de navegação, da administração controlada de medicamentos e do monitoramento do trato intestinal promete fazer da tecnologia iPill uma ferramenta de pesquisa importante para o desenvolvimento de medicamentos”, afirma o especialista chefe em administração de medicamentos Dr. Karsten Cremer da Pharma Concepts GmbH, da Basiléia (Suíça). “Em especial, reconheço o potencial dessa tecnologia para melhorar o perfil e a seleção de candidatos a receber medicamentos, o que pode acabar agilizando o desenvolvimento de novas drogas.”
 
“Prevemos que tecnologias como a iPill, que integram eletrônicos a propriedades de diagnóstico e terapêuticas, abrirão a possibilidade de administração de praticamente qualquer tipo de medicamento em um determinado local do trato digestivo”, disse Henk van Houten, vice-presidente sênior da Área de Pesquisa da Philips e diretor do programa de pesquisa no setor de Cuidados com a Saúde.
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