Picadinha do bem

Em alguns países, inclusive no Brasil, muitos pais estão deixando de vacinar seus filhos por medo de possíveis efeitos colaterais graves e supostas sequelas irreversíveis. Por causa deste fato, um grande surto de sarampo tomou conta da Itália e outras nações européias. Só neste ano, o Ministério da Saúde italiano já registrou 1.500 casos da doença. Diante deste cenário, especialistas alertam para a importância da vacinação infantil.
Para o infectologista Alfredo Passalacqua, as vacinas contribuem para que o organismo induza uma resposta ao sistema imunológico a fim de se proteger de diversas doenças infecciosas que podem até levar ao óbito, como a tuberculose, hepatite A, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, rotavirose, entre outras.  “O que elas fazem é se passarem por agentes infecciosos de forma a estimular a produção de nossas defesas por meio de anticorpos específicos contra o ‘inimigo’. Assim, quando o ataque de verdade acontece, a proteção é reativada por meio da memória do sistema imunológico”, explica.
De acordo com o especialista, os pequenos que não são protegidos com este método estão expostos às doenças graves que podem ocasionar sequelas físicas e mentais irreversíveis, como a paralisia infantil e meningite. Sendo assim, é recomendado que o calendário de vacinação seja seguido rigorosamente desde o nascimento. “Este é construído para obedecer à maturidade do organismo, ou seja, à dose certa na idade em que o sistema imunológico consegue produzir determinados anticorpos”, conclui Passalacqua. 

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