Práticas inseguras

A Academia Americana de Pediatria (AAP) publicou recentemente um estudo que revelou que grande parte das crianças, dorme em ambientes inseguros ou posições que podem causar a morte súbita infantil (SMSI).
O estudo envolveu voluntários que permitiram que seus filhos fossem gravados enquanto dormiam com 1 mês de vida, 3 meses e 6 meses. Os pesquisadores então analisaram as imagens obtidas e as compararam com as diretrizes recomendadas para um sono seguro.
“A maioria dos pais, mesmo quando ciente de que estava sendo gravada, colocou as crianças em ambientes com fatores de risco estabelecidos para óbitos infantis relacionados ao sono, incluindo o posicionamento das crianças de lado ou de bruços, em superfícies macias e camas soltas”, afirma o pediatra e homeopataMoises Chencinski.
Os pesquisadores descobriram também que 91% dos bebês com um mês de idade dormiam com itens soltos e não aprovados, como roupas de cama inapropriadas, excesso de almofadas e bichos de pelúcia. Esse número se alterava para 87% aos 3 meses de vida e para 93% aos seis meses.
O estudo também mostrou que 21, 10 e 12% dos bebês foram colocados para dormir em superfícies não recomendadas no primeiro mês, no terceiro e no sexto mês de vida, respectivamente, e 14, 18 e 33% não foram colocados para dormir com a barriga para cima, outra “violação” das recomendações de segurança da Academia Americana de Pediatria. Além disso, os bebês que foram movidos durante a noite, muitas vezes, acabaram em situações de sono mais perigosas, em posições mais inseguras do que antes.
“É preciso reduzir as taxas de risco investigando as crenças parentais e compreendendo a aplicabilidade das diretrizes de sono seguras com o objetivo de desenvolver materiais e intervenções educativas mais eficazes”, defende o médico.

    

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