Protocolo PediaSuit

Na manhã desta terça-feira, dia 26 de agosto, a Casa da Criança Paralítica de Campinas inaugurou o Protocolo PediaSuit, baseado em modalidades terapêuticas diferenciadas para pacientes com distúrbios neurológicos, como paralisia cerebral e atraso no desenvolvimento, entre outros que afetam o desenvolvimento motor e/ou as funções cognitivas. O sistema é composto por uma roupa ortopédica (criada nos anos 70 por cientistas russos para uso por astronautas que apresentavam dificuldades motoras, perda de movimentos, massa muscular e estrutura óssea debilitadas após a realização de missões espaciais) e equipamentos específicos, como a “gaiola” (Spider Cage), espaço cercado por uma estrutura metálica, onde um sistema com elásticos é inserido para facilitar o controle postural.
A estrutura permite que a criança estabeleça um alinhamento biomecânico, favorecendo a descarga de peso fundamental na normalização do tônus muscular, função sensorial e vestibular. Os 274 pacientes atendidos atualmente passarão por um protocolo de avaliação previsto pelo método, levando-se em consideração contra indicações absolutas para a realização da terapia. De acordo com a coordenadora da Casa de Criança Paralítica, Lilian Emy Okada Mendes Robbi, a conquista motora da criança está intimamente ligada a aspectos de sua aprendizagem diária. “A aprendizagem é influenciada pela confiança e prazer nas brincadeiras que envolvem comprometimento físico. Isso só ocorre à medida que ela adquire capacidade de controlar o próprio corpo. O tratamento visa auxiliar a criança a maximizar suas funções até explorar todo o seu potencial, proporcionando a vivência e aprendizagem de habilidades que só são possíveis com as facilidades geradas por estes dispositivos”, explica.
A compra dos equipamentos para implantação do tratamento foi possibilitada pela empresa Exxon Mobil.

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