Reconhecimento

O International Property Awards celebra os mais altos níveis de desempenho de empresas que atuam em todos os setores de propriedades e imóveis em todo o mundo. Receber um “International Property Award” é ser reconhecido mundialmente como uma marca de excelência.
Os prêmios são divididos por regiões abrangendo África, Ásia, Canadá, Caribe, América Central e do Sul, Europa, Rei-no Unido e Estados Unidos, e os participantes são julgados por uma equipe de profissionais altamente experientes em todas as disciplinas do setor imobiliário, incluindo design, empreendimento, vendas e marketing de propriedades.
Campinas ganha destaque ao ter o paisagista campineiro Marcelo Novaes como premiado no concurso, pelo projeto desenvolvido para o Condomínio Fazenda da Grama.
Marcelo é formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas e atua em todo território nacional, com projetos que podem ser vistos anualmente nas principais mostras de arquitetura e paisagismo, além das publicações em livros e revistas do ramo, nacionais e internacionais. Seus projetos se destacam por serem desenvolvidos com soluções inovadoras e sustentáveis, aliando estética, harmonia e funcionalidade para a-tender as necessidades e expectativas de cada cliente, criando assim espaços e ambientes criativos, únicos, organizados e surpreendentes.
O condomínio residencial de alto padrão que lhe garantiu um dos prêmios de maior renome mundial de excelência, é uma propriedade rural de 2.234.792,00 m², com campo de golfe, localizado na região de Campinas, a 60km de São Paulo, e tem o projeto de arquitetura e decoração de Sig Bergamin, com urbanismo da Pratec.
Atendido por grandes rodovias estaduais em um local onde o foco era o agronegócio, com amplas áreas de pastagem e ambiente nativo descaracterizado, a intenção do proprietário era transformar essa área em um empreendimento residencial de alto padrão voltado para o lazer. Um refúgio em meio à natureza para os moradores das grandes cidades.
Marcelo Novaes conta que a mais importante solicitação do cliente foi um jardim voltado à sustentabilidade, respeitando a flora nativa e buscando retomar o ecossistema original. Ideia que deveria ser seguida desde a concepção do projeto, com a produção de mudas de espécies nativas num viveiro criado no próprio local – com mais de 20.000 mudas, visando seu desenvolvimento até a época de plantio. “Além de significativa economia financeira e facilidade de logística, a importância deste cultivo se deu pela melhor adaptação das espécies quando plantadas, já que estavam habituadas ao clima, temperatura e umidade local’, explica.
Ele conta que iniciaram o projeto detectando as diversas necessidades do empreendimento e setorizando as áreas de atuação. Dessa forma, identificaram áreas verdes que deveriam ser reconstituídas, áreas de destaque para marcação de importantes eixos e áreas de lazer onde se concentram práticas esportivas, destacando o imponente campo de golfe oficial.
“A criação de um clube no centro do projeto reúne a prática esportiva, lazer e eventos num mesmo local. A piscina está inserida em meio a uma série de atributos que o condomínio proporciona, como as casas de campo, que podem hospedar desde proprietários a seus visitantes, um spa completo e a sede de eventos”, conta o profissional.
O tratamento do paisagismo da malha viária seguiu o mesmo conceito da recuperação da identidade local tirando proveito de espécies encontradas na região escolhidas por suas belezas singulares e suas distintas épocas de floração. Como acontece nas principais vias do condomínio onde estão presentes diversas espécies de Ipê (Tabebuia), Quaresmeira (Tibouchina granulosa), Eritrina Falcata (Erythrina falcata), Cassia Nodosa (Cassia nodosa) e outras espécies com cores exuberantes que se alternam, exibindo diferentes colorações ao longo do ano.
Outra preocupação foi destacar importantes áreas do condomínio, proporcionando requinte e sofisticação através de espécies exóticas e escultóricas. É possível identificar o uso dessas espécies principalmente na entrada do empreendimento, marcada pela beleza inigualável das palmeiras imperiais e no clube com o amarelo intenso dos Hemerocalis (Hemerocalis flava), e no contraste das palmeiras azuis (Bismarckia nobilis) com o roxo da Setcresea (Setcresea purpurea).
Uma característica especifica do local acabou se tornando um ponto alto do projeto, que foi a existência de uma importante nascente no terreno. “Para que ela fosse devidamente protegida foi criada uma mata ciliar para circundá-la. Diferentes espécies nativas recriaram o ambiente heterogêneo da mata local criando um “oasis paisagístico” que trouxe de volta pássaros e animais que antes haviam desaparecido da região proporcionando segurança a uma área delicada e tornando uma área degradada cheia de vida e natureza”, finaliza.
O prêmio será entregue no dia 6 de dezembro, na cidade de Londres.

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