Reflexo da crise

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mais de 27% dos jovens entre 14 e 24 anos estão desempregados. O número se deve também à crise econômica, uma vez que as empresas cortaram investimentos e reduziram o quadro de funcionários.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o mundo enfrenta uma crise de emprego juvenil, em que 73 milhões de jovens estão em busca de uma oportunidade.
As empresas querem experiência, mas, por outro lado, como ter a vivência se não há a oportunidade da primeira chance? Este é um problema enfrentado por várias gerações. “O empregador precisa buscar o equilíbrio em uma organização e conciliar experiência com ousadia, que só conseguirá através da contratação de profissionais que já estão no mercado de trabalho e os mais jovens. Normalmente não acontece, não existe esse equilíbrio, explica a PHD e Mestre em Administração de Empresas pela Escola de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, Viviane Narducci. “O empregador precisa entender que esta oxigenação é necessária”, acrescenta.
Para os jovens que buscam colocação no mercado de trabalho, é preciso manter-se em estado de aprendizado contínuo no que tange às questões técnicas e, também, manter-se atualizado quanto às questões econômicas e sociais que permeiam o mundo.  Hoje existem diversos programas online sem custo. “Para o jovem que cursa o ensino superior, a dica é participar das empresas júniors, para adquirir alguma experiência dentro da Universidade e buscar um diferencial naquilo que sabem fazer. Talvez no início, não consiga um emprego na área desejada, mas se ele participa do cotidiano de uma organização, consegue enxergar como funciona e até mesmo possibilidades de migração interna para área desejada”, finaliza a especialista.

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