Saúde e boa forma

Com tantas delícias à disposição dos brasileiros, encarar a dieta muitas vezes é um sacrifício. Isso porque, além de apetitosas as receitas também são conhecidas pelo acentuado sabor açucarado. Tamanha “doçura” preocupa muito além da boa forma: entidades de saúde alertam que o alto consumo de sacarose pela população é um fator de risco para complicações como hipertensão, alterações metabólicas e, sobretudo, o diabetes. Logo, reduzir o consumo não é apenas uma questão estética, é um fator de prevenção de diversas doenças. Porém, no dia a dia, algumas dúvidas podem surgir quanto a forma mais adequada e mais saudável de substituir o item – restrições alimentares, condições de saúde e até mesmo o paladar pode implicar diretamente na escolha.
De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, o alimento é classificado como uma caloria vazia, pois não entrega benefícios ao corpo. “Apesar de ser extraída de um produto natural, os processos químicos responsáveis por refinar e deixar o açúcar com a aparência branca removem todos os nutrientes presentes na cana, logo o produto final não entrega nenhum nutriente”, afirma. Esta não é a única desvantagem. “O açúcar é um carboidrato simples de altíssimo índice glicêmico, capaz de propiciar o ganho de peso e outras disfunções metabólicas quando consumido em excesso”, acrescenta.

Diante de tal afirmação muitos podem se perguntar: mas nosso organismo não precisa de glicose? A confusão entre açúcar e glicose é bastante comum – a glicose é, de fato, o combustível do organismo, porém, esse composto é um monossacarídeo obtido principalmente através da metabolização de diversos alimentos – ou seja, quando comemos, nosso organismo vai quebrar as estruturas dos alimentos até chegar nas moléculas mais simples e obter a glicose. Já a sacarose é um dissacarídeo composto de duas estruturas simples – a frutose e a glicose. O grande problema é que, devido essa estrutura simples, a sacarose não exige muito esforço do organismo na sua digestão. Logo, o açúcar é absorvido de forma muito rápida pelo organismo e é justamente aí que mora o perigo.
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