Saúde na gravidez

As mulheres que estão em período gestacional ou pós-parto precisam tomar diversos cuidados, pois são mais suscetíveis a infecções. Isso acontece porque o corpo da mulher grávida cria um mecanismo que diminui, temporariamente, as defesas imunológicas para que não haja rejeição ao feto.
Nesta época de outono, quando tem início a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, é essencial que as gestantes incluam em sua rotina de cuidados um momento para a tão importante vacina. As grávidas fazem parte do grupo prioritário, que inclui as crianças maiores de seis meses e menores de dois anos. Além de não prejudicar o feto, a vacina ainda protege o bebê durante os primeiros meses de vida, como explica a infectologista Rosana Richtmann, do Hospital e Maternidade Santa Joana: “As gestantes que recebem a vacinação contra a gripe durante a gestação passam anticorpos ao feto e futuro bebê através da placenta. Assim, o bebê, que não pode receber a vacina ao nascimento, estará protegido nos seus primeiros seis meses de vida através da vacinação da mãe”.
Para aqueles que se preocupam com as reações do remédio, podem ficar sossegados, pois são todas muito brandas e seus benefícios são muitos. “A vacina contra a influenza (gripe) é produzida a partir de um vírus morto, inativo, por isso, é muito segura para qualquer paciente, seja gestante, pessoas com alguma diminuição da imunidade, sob tratamentos de quimioterapia etc. Assim, podemos afirmar que não existem efeitos colaterais mais intensos nestas populações de elevado risco de doenças que podem ser causadas pelo vírus influenza mais grave. Existem poucas contraindicações da vacina, apenas pessoas que tiveram reação anafilática com o uso prévio do medicamento devem evitá-lo”, explica a médica.
Segundo informações do Ministério da Saúde, a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e até 75% a mortalidade por complicações da influenza. Além disso, quando a mãe, pai e demais cuidadores dos lactentes estão protegidos contra a gripe, o bebê não será exposto ao vírus e, consequentemente, não adoecerá.
A gripe na gestante costuma apresentar um quadro mais grave e, por isso, coloca em risco a saúde da mãe e ainda aumenta as chances do risco de prematuridade do bebê. Para a Dra. Rosana, quanto mais esclarecer para a paciente a importância do medicamento, maior será a adesão. 

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