Tratamento necessário

Assim como nos humanos, os cães também podem desenvolver diabetes. A doença costuma surgir geralmente em cães idosos e possui maior incidência nas fêmeas com excesso de peso. Porém, pode ocorrer, eventualmente, em cães mais jovens e até mesmo em filhotes, como diabetes precoce. “Essa afecção, se não for controlada, pode levar a falência do animal, mas se o tutor seguir as orientações do médico veterinário, a qualidade de vida do animal poderá ser pouco impactada”, declara o médico veterinário, Marcello Machado.
A doença é causada tanto pela diminuição da produção de insulina quanto pela redução de sua ação. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que auxilia a mover a glicose do sangue para as células do corpo, onde é utilizada para produzir energia. “Pode ser um fator genético, no qual o cão nasce com a propensão à doença e a má alimentação ajuda no aparecimento do diabetes, ou pode ser imunomediados, cujo o sistema imunológico do cão trabalha contra o pâncreas à medida que este tenta produzir insulina”, explica Marcello.

O especialista cita cinco fatores importantes para identificar se o cão possui essa doença:

1.    Formiga perto do xixi: se a urina do cachorro estiver atraindo formigas, pode ser um sinal de alerta. Os cães diabéticos têm deficiência na produção de insulina (hormônio responsável por transportar a glicose do sangue para as células do organismo), por isso a concentração de glicose fica muito elevada e, consequentemente, é eliminada em maiores quantidades na forma de urina;

2.    Obesidade:
em geral, a diabetes é causada pela genética, mas a obesidade e sedentarismo podem desencadear a doença;

3.    Sede excessiva:
o animal diabético tem muita sede e, consequentemente, aumento no volume de urina. Além disso, pode apresentar perda de peso repentina;

4.    Idade do animal:
de acordo com estudos, um em cada 100 cães com mais de 12 anos provavelmente desenvolverá diabetes. Pesquisas apontam ainda que fêmeas são acometidas duas vezes mais que os machos; Raças mais predispostas à doença: schnauzer miniatura e standard, poodle, bichon frisé, fox terrier, terrier australiano, teckel, beagle, pinscher miniatura, golden retriever, pug, samoieda, keeshond, maltês, lhasa apso e yorkshire terrier.

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