Volkswagen EOS

Unir as qualidades de um conversível e de um cupê atrai cada vez mais compradores no mundo. E atenta a esse mercado, a Volkswagen tem como resposta um produto que virou referência.

O conversível Eos é o primeiro cupê-cabriolet da Volkswagen, que ao longo de sua história já produziu mais de 1 milhão de conversíveis, derivados do Fusca, do Karman Ghia, do Golf e do New Beetle. O EOS nasceu como carro-conceito, batizado de Concept-C, no Salão de Genebra de 2004, e virou realidade em 2006. No Brasil, foi apresentado no Salão de São Paulo, em outubro 2008. Produzido na fábrica do grupo Volkswagen, em Portugal, desde 2006, o EOS é exportado para mais de 50 países.

O conversível é daqueles modelos que a indústria chama de "carro de imagem". Sua função é unir valores como modernidade, tecnologia e estilo. Esses produtos são caros e feitos para atender nichos de mercado.

Nome EOS

Eos é o nome da deusa do amanhecer da mitologia grega, que os romanos chamavam de Aurora. Diz a lenda que Eos, irmã de Hélios, deus do sol, todas as manhãs emergia das profundezas do oceano com sua carruagem para trazer a luz do dia à humanidade

Estilo

Suas proporções de 4,41 m de comprimento, 1,79 m de largura e 1,44 m de altura adota o mesmo entreeixos do Golf (2,58 m), mas com bitolas iguais às do Passat (ambos compartilham a arquitetura). Isso tornou as caixas de rodas mais salientes, o que garante charme especial, e aparência arrojada.

A traseira mantém o estilo forte, sem exagero, e lanternas derivadas das do Passat. A antena fica embutida na tampa (em plástico) do porta-malas, para completar o desenho limpo. De perfil e aberto, o EOS parece um conversível maior do que suas dimensões reais sugerem.

Interior

O interior é para quatro passageiros. Foram utilizados alguns elementos de outros modelos VW; ainda que existam coisas inéditas como painel, consoles, laterais de portas e bancos traseiros estão redesenhados. O acabamento é de couro no volante e nas alavancas de câmbio e de freio. Os bancos são forrados em couro cinza claro de qualidade, o que dá maior sensação de espaço.

Os bancos, com apoios laterais e ajuste elétrico de apoio lombar, são aconchegantes. E há sinais que revelam o cuidado dos projetistas com os detalhes do cockpit, como as alças do console central, os frisos cromados nas saídas de ventilação e nas formas do revestimento das portas.

Os dois bancos traseiros reservam espaço suficiente para pessoas com até 1,75m de altra viajarem com relativo conforto. A partir dessa altura, o conforto fica bastante limitado.

Capota elétrica “única”

A Volkswagen ressalta que seu primeiro cupê-conversível quebra conceitos, pois não se trata de um modelo derivado de outro carro já existente. Também destaca que é o primeiro nessa categoria com teto solar integrado, de vidro. Isso levou a uma divisão da capota rígida em cinco seções (duas a mais em relação aos concorrentes).

Pode parecer pouco, mas a luminosidade proporcionada pelo teto transparente de 0,4 m² traz bem-estar aos proprietários de conversíveis, porque em grande parte do tempo eles são forçados, seja pelo frio ou chuva, a manter a capota fechada.

O funcionamento do teto realmente impressiona. Cada abertura ou fechamento dura 25 segundos. O teto é formado por cinco seções móveis, sendo três centrais e duas laterais, que recolhem-se dentro do porta-malas. Para que essa operação ocorra, 470 peças trabalham sincronizadas. Entre eles estão: oito cilindros hidráulicos, uma bomba de pressão (160 bar) e uma central eletrônica.

Também faz parte do equipamento, um redutor de turbulência que o motorista instala na parte superior dos bancos traseiros (quando o assento está livre). Esse tipo de “cortina” é bastante útil na estrada, quando a velocidade elevada provoca turbulência na cabine. Com o difusor, motorista e passageiro podem conversar em tom de voz médio sem o incômodo do vento. O volume do porta-malas, no entanto, se reduz de 380 litros para acanhados 205 litros com a capota recolhida.

Por fim, quando o teto está armado, transformando o EOS em um cupê, o motorista pode optar por abrir apenas o teto solar elétrico que vem embutido na estrutura do teto principal.

Motor Turbo

O EOS está equipado com motor 2,0 litros turboalimentado, com injeção direta de combustível, da família de motores FSI (fuel stratified injection). Entre as características principais está o comando de válvulas de admissão com variação contínua e coletor de admissão também variável. A taxa de compressão de 10,5:1 (alta para um motor turbo), é possível graças a injeção direta. Com isso, foi possível chegar a uma potência máxima de 200 cavalos (entre 5.100 e 6.000 rpm), além do torque máximo de 28,5 kgfm, disponível entre 1.800 a 5.000 rpm. Esse mesmo motor é utilizado em uma ampla gama de produtos da Volkswagen (Passat, Passat Variant, Tiguan) e na Audi (A3 Sportback, A4, TT).

Câmbio

Aliado a esse poderoso motor, está o câmbio de duplo acoplamento DSG (o mesmo que a Audi chama da S-Tronic). Esta sofisticada transmissão seqüencial de seis marchas foi desenvolvida nas pistas de corrida. Ela possui um conceito de seleção manual das marchas, porém automatizado com dupla embreagem e comando eletro-hidráulico. Na prática, as mudanças de marchas são excepcionalmente rápidas, sem perda de torque. É possível engatar duas marchas simultaneamente, evitando a perda de torque durante a troca.

Com duas embreagens, uma fica responsável pelas marchas de números ímpares e a outra, pelas pares. Quando o carro está em segunda marcha e acelerando, o engate da terceira já está pronto, embora a segunda embreagem espere o momento de se conectar. Mesmo com o processo automatizado, as marchas também podem ser selecionadas pelo motorista tanto pela alavanca seletora, quanto pelas borboletas atrás do volante.

Desempenho

Com esse motor aliado ao câmbio DSG, é possível acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7,8 segundos. Vale destacar que a velocidade máxima está limitada eletronicamente em 210 km/h e esse motor funciona apenas com gasolina.

Outro ponto de destaque do EOS é a eficiência do conjunto motor/câmbio. Em velocidade moderada na estrada (120 km/h), com ar condicionado ligado e a capota fechada é possível chegar a incríveis 15 km/l de gasolina. Na cidade, numa condução também moderada, a média cai para 9 km/l. Esses números fazem inveja a muitos outros modelos ditos “econômicos”.

Suspensão

Para a suspensão, os engenheiros usaram a McPherson do Golf, na dianteira, e a multibraços do Passat, na traseira. Assim, a suspensão recebeu calibragem voltada para a suavidade ao rodar, embora os pneus largos 235/45 R17 permitam grande interação do carro com o asfalto.

Quem aprecia reações mais prontas, percebe que o EOS oferece respostas rápidas e precisas da direção. Ao observar esse comportamento, a gente entende o que os eixos do Golf e do Passat vieram fazer no Eos. O primeiro trouxe a dirigibilidade e o segundo, conforto.

A rodagem no Brasil acontece com relativa tranquilidade. O EOS supera lombadas e valetas sem dificuldades (quando comparado a maioria dos tradicionais sedans).

Segurança

Destaque ainda para a segurança, pois o modelo inclui: programa de estabilidade eletrônico (ESP), air-bags frontais e laterais (estes protegem cabeça e tórax) e apoios de cabeça dianteiros ativos.

Para completar a segurança, o modelo está equipado com um sistema ativo de proteção contra capotamento (ARP – Active Rollover Protection). Atrás do banco traseiro há duas barras de proteção (santantônio) que são ejetadas em apenas 0,25 segundo(de acordo com a fábrica), diante da iminência de capotamento.

Faróis Bi-Xenon

Os faróis bixenônio possuem, além de iluminação auto-direcional em curvas em curvas, mais um conjunto de luzes fixas laterais, que se acendem toda vez que o volante gira mais de 45 graus. Isso é extremamente útil em curvas ou manobras em locais escuros. Vale ainda destacar, que esse facho de luz ilumina em 45 graus e só permanece acesso enquanto o volate está virado

Equipamentos

Entre os vários itens, merecem destaque: o volante multifunções com borboletas na parte traseira para trocas de marchas, display multifunção com computador de bordo, frisos e pedais em alumínio, rádio CD Player para 6 discos compatível com MP3 e entrada Aux-In para fontes externas de áudio, oito alto-falantes, ar-condicionado Climatronic de duas zonas com ajuste digital e automático (projetado para uso em conversível mesmo com o teto aberto).

A qualidade de áudio do sistema de som merece ser mencionada. Mesmo com a capota aberta, o usuário consegue escutar com clareza suas músicas preferidas.

Dirigibilidade

A ergonomia ideal é a primeira constatação, com tudo à mão e no lugar certo. Com a capota fechada, houve especial atenção aos ruídos de vento. Não se pode afirmar que atingiu a perfeição neste item, mas o nível alcançado está bom, considerando dimensões e características da capota. Em velocidades acima de 110 km/h, o ruído de vento aumenta bastante com o teto solar aberto, mesmo levantando seu defletor.

Ao abrir a capota, mantendo os vidros das portas levantados, a turbulência do ar é menor do que em outros conversíveis, comprovando o trabalho de acerto aerodinâmico bem feito. Ocupantes do banco traseiro são pouco incomodados pelo vento desde que até uns 100 km/h. Na estrada, acima de 130 km/h, viajando apenas motorista e acompanhante, basta colocar o defletor sobre o banco traseiro. Quando dobrado e guardado no porta-malas, suas dimensões reduzem-se a um quarto.

Não se sentem vibrações no volante típicas de conversíveis nem movimentos do painel. A rigidez torcional da carroceria, conjugada às bitolas largas em relação ao comprimento, à suspensão dianteira do Golf e à suspensão traseira multibraço do Passat tornam bastante fácil e segura a condução rápida do EOS.

Preço e concorrentes

O EOS tem preço sugerido R$ 160 mil, mais caro do que rivais diretos, como o Peugeot 307 CC e o Megane conversível. É claro que o EOS é muito superior a esses concorrentes. Em comum, eles tem apenas o fato de serem conversíveis de 4 lugares, e só! O EOS é um conversível (cabriolet) que supera concorrentes de categoria superior (e que custam até mais caro) como a BMW 120i conversível e a Mercedes-Benz SLK 200.

Considerando o seu bom arranjo interno, equipamentos avançados e grande precisão mecânica, esse é um conversível para quem busca produto, e não grife. No Brasil, mesmo com um mercado limitado, fica claro que a Volkswagen quer ter um efeito da presença competitiva e superior, em vários os segmentos.

 

Nenhum Comentário Ainda

Deixar uma Resposta

error: Content is protected !!