O caso Covaxin

Vou tentar explicar isso, tendo em vista que a CPI e a imprensa não têm isenção para compreender o que vem acontecendo no Brasil.

O Brasil, por sua população de mais de 200 milhões de habitantes, necessita de mais de 400 milhões de doses de vacina.

O Brasil é sério, tem governo correto, que paga o que compra.

O Governo Brasileiro, após o surgimento e comprovação mínima emergencial das vacinas, de diversos fabricantes, se colocou no mercado como COMPRADOR

Diante das pressões políticas para a vacinação emergencial a qualquer preço, os “abutres do mercado”, os atravessadores, os donos de soluções mágicas, lobistas e trambiqueiros de todo o gênero, tentaram se colocar como “vendedores” de grandes quantidades de vacinas ao Brasil, buscando contatos nos escalões inferiores do Ministério da Saúde, para “vender facilidades” de acesso rápido às vacinas.

Então, “pequenos ratos” buscaram contato com o conhecido do conhecido, no Ministério da Saúde, para fazerem suas ofertas, inclusive com a participação de outros “atores de ocasião”, políticos safados, empresários e até religiosos, todos tentando, como intermediários, “tirar uma casquinha” da situação emergencial e da pandemia.

Na hora de formalizar as ofertas, apresentar documentação, fixar preços e quantidades de vacinas, esses “intermediários” encontraram dificuldades operacionais, por não terem a expertise necessária ou mesmo porque de fato não tinham poderes de representação do fabricante.

E, no caso específico da vacina covaxin, a Precisa Medicamentos atuou nos termos da legislação brasileira como efetiva representante do fabricante Indiano, Bharat Biontech, conforme os preços e condições de mercado.

Logo, o caso Covaxin é emblemático, fruto, de um lado, da ânsia do Governo Federal em adquirir vacinas, e, de outro, de uma corja de salafrários que tenta disso se aproveitar, com invencionices e narrativas medíocres…

Entretanto, como no atual Governo Federal a corrupção não é regra e os dirigentes de primeiro escalão não são corruptos, não compactuam com o desvio de dinheiro público, nenhuma investida que não seja legal deu ou dará resultados concretos.

O Brasil nada comprou e nada pagou para a compra da vacina Covaxin até agora, e eventuais servidores que tenham cometido qualquer ilicitude, se de fato houve alguma além de mera correção de erros operacionais, será investigado e punido.

A pressão para a compra de vacinas, como direcionamento de saúde pública do Governo Federal, não pode ser entendida, como querem os imbecis da esquerda e a imprensa vendida, como pressão para a corrupção. Isso é habilidade dos governos do PT !

Não é difícil entender isso!!!

Aderbal da Cunha Bergo é advogado, professor  de Direito Civil e ex-presidente da OAB/Campinas 

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